Guadalupe e Zócalo

0
COM

Não sei vocês, mas eu quase sempre quero voltar aos lugares que visito. Sempre me dou conta depois que deveria ter ficado mais tempo, que tinha muito mais para ver do que eu imaginava. Aí dá uma dor no coração de ter que passar correndo por lugares que eu gostaria de ter ficado ao menos algumas horas. E é por isso que sempre, quando eu volto, fico planejando como seria uma segunda visita e quais lugares eu incluiria no roteiro dessa segunda viagem.

Lamento até hoje que passamos tão pouco tempo na Cidade do México, que certamente merecia ao menos uma semana. Neste post quero falar de dois lugares que visitamos rapidamente, e que certamente estão no roteiro de um retorno que quem sabe um dia aconteça. Se um dia eu voltar, por aí passarei novamente.

  • Basílica de Guadalupe

No primeiro dia, antes de irmos a Teotihuacan, paramos para conhecer a Basílica de Guadalupe. É bem interessante unir os dois passeios, pois a Guadalupe está no caminho para as pirâmides, ao norte da Cidade do México.



Porém, era um dia conturbado para conhecer a basílica. Havia uma grande peregrinação. Então tivemos que descer do carro muitas quadras antes e pudemos ver apenas uma parte do santuário. Um acampamento imenso tomava conta de grande parte do terreno.

É um dos mais visitados santuários da Igreja Católica no mundo e naquele dia pudemos ver de perto o tamanho da devoção dos fiéis. Uma missa estava acontecendo na igreja mais nova e muitos peregrinos aguardavam na fila do confessionário.


São duas principais igrejas: a mais antiga começou a afundar e então, na década de 70, foi construída a nova basílica.

Basílica nova, com uma arquitetura bem mais moderna.


Basílica antiga

Interior da basílica velha. Dá pra ver direitinho que o terreno afundou, quando se entra nela.

Vista da entrada da basílica velha.

Anote aí: Basílica de Guadalupe - Plaza de las Américas n. 1, Col. Villa de Guadalupe, Delegación Gustavo A. Madero.   

  • Zócalo

O centro histórico é muito movimentado e conturbado. O ideal é visitá-lo de manhã, porém, como não tínhamos essa possibilidade, fomos no fim da tarde e pudemos experimentar toda a muvuca local e o movimento do final de um dia de trabalho para o mexicano.

Palácio de Belas Artes

Deixamos o carro em um estacionamento bem perto do Palácio de Belas Artes, uma construção linda, que me encantou de cara! Infelizmente não pudemos entrar, mas acho que vale a pena conhecer o interior.

Dali fomos andando até a Praça da Constituição, que fica no coração do centro histórico, em frente à Catedral. É o que comumente se conhece por Zócalo. 

Andamos por um calçadão que me lembrou muito a Calle Florida em Buenos Aires. Aliás, a Cidade do México como um todo me lembrou Buenos Aires em muitos momentos. Passamos por diversos lugares lindos, como a casa dos azulejos, um palácio do período colonial.



Ao chegar na Praça, a imponência da Catedral logo chama a atenção.


São vários altares, um mais lindo que o outro! Foi uma das maiores Igrejas que já conheci, senão a maior.



Zócalo fica no lugar onde antigamente se localizava o Templo Mayor. Muita coisa foi construída por cima da antiga cidade asteca, mas escavações descobriram e preservaram muitas peças. Na calçada da Catedral, uma amosta, um buraco no chão fechado com vidro deixa à mostra um pouco do que havia ali antigamente.





Zócalo tem vários prédios históricos a serem vistos, não apenas a Catedral.

Tudo estava bastante conturbado na Cidade do México nos dias em que estivemos lá, pois esta área também estava tomada por manifestações na tarde em que fomos. A praça da constituição estava cheia de militares protestando e nem conseguimos andar por ela. Mas é uma área que merece uma visita com calma, pela importância histórica e também pela possibilidade de sentir bem de perto como é o cotidiano do mexicano.

Museu de Cera da Cidade do México

3
COM
Eu sou muito fã de museus. De todos os tipos. E quando falo em todos os tipos, são todos mesmo. Sou daquelas que se empolga da mesma forma para visitar o Metropolitan em NY ou o Ripley's Belive it or Not. :-)


Estou dizendo tudo isso para explicar a minha visita a esse museu um pouco inusitado, que, normalmente, não é um local procurado pelos turistas na Cidade do México. 

Podem me julgar, mas eu adoro museus de cera! Hehehe... Me divirto horrores! Então, quando fiquei sabendo que existia um museu de cera na Cidade do México e que, ainda por cima, ele guardava a estátua de um dos maiores ídolos da minha infância, não tive dúvidas, fiz questão de ir até lá!

O Museu de Cera da Cidade do México fica no número 6 da Calle Londes, no norte da cidade. Ao chegar lá, logo vimos vários grupos de escola aguardando para entrar.

Quem nos recepciona logo na chegada, é a Lady Gaga:


O museu é bem semelhante aos que encontramos nos Estados Unidos, há algumas estátuas de famosos que eles consideram mais importantes na entrada, depois as salas vão sendo separadas por temas: personagens históricos, atletas, personalidades da música, da televisão, políticos, etc.

Frida Kahlo e Diego Rivera, dois ícones da cultura mexicana.

As estátuas são legais, porém a maioria não é tão realista quanto as que vi no Madame Tussauds nos Estados Unidos.


À esquerda, Obama no museu do México; à direita, no Madame Tussauds em Las Vegas.

À esquerda, Brad Pitt no museu do México; à direita, em Las Vegas.

O museu valoriza bastante a história mexicana, são várias salas com personagens da história e cultura do país. 

Grandes figuras brasileiras também são encontradas por lá:




Mas o personagem que eu mais esperava ver, está em uma das últimas salas. Em um lugar especial,  com a trilha sonora da série ao fundo, foi recriado um pedaço do cenário da vila, e lá está está ele ao lado de seu barril: Chaves!



Antes de chegar no Chaves, há uma sala de espelhos que deu uma certa aflição de passar! Tem que ser no tato mesmo, pois não tinha como enxergar o que era espelho e o que era passagem.

Sala de espelhos no Museu de Cera da Cidade do México

A entrada para o Museu de Cera custa 80 pesos. Ao lado, há uma unidade do museu Ripley's Believe it or Not, ou melhor, Ripley Aunque Ud. No Lo Crea, como foi traduzido para o espanhol. :)

Compramos um ingresso conjunto, que dava direito a entrar nos dois museus, então fomos conhecer o Ripley, que é uma franquia que mostra itens curiosos e bizarros.

Vestido feito de cabelo humano

Mais de um milhão de dólares em notas amassadas foram usados para fazer essa estátua.

Piano feito de palitos de fósforo

Além das imagens curiosas também há várias obras interativas, que são bem legais. Achei bem interessante conhecer o Ripley, mas o Museu de Cera é bem mais procurado. E pra mim o passeio valeu pela foto com a estátua do Chaves!









Museu de Antropologia

0
COM

O Museu de Antropologia é um dos mais importantes da Cidade do México. Como falei no post anterior, ele fica no bosque de Chapultepec, pertinho da Avenida Paseo de La Reforma.

Imagem de satélite do Google Maps, que mostra o Bosque de Chapultepec, com o Museu de Antropologia na parte superior e o castelo na parte inferior (clique para ampliar).
Logo na entrada, vemos a obra batizada de "El Paraguas" (guarda-chuva em espanhol), um enorme monumento com queda d'água na parte de cima. 


O museu possui 11 salas de arqueologia e 12 de etnografia, dispostas ao longo da construção erguida em torno de uma pátio com um pequeno lago. É grande, mas é bem tranquilo de conhecer em poucas horas, além de ser fácil pela disposição das salas, é só começar por um lado e seguir a ordem cronológica em que as peças estão expostas.






São inúmeros objetos que contam a história do México, é uma imersão em toda a cultura dos povos que formaram o país. A peça mais importante do museu é a Pedra do Sol, o famoso calendário asteca.










São tantas belezas expostas, que é hipnotizante, especialmente as salas dedicadas a Teotihuacan e aos Maias, foram as que mais me encantaram. E vale dar uma olhada na lojinha do museu também, são várias opções de souvenirs e lembranças pra trazer pra casa.


Na saída, em frente ao museu, ainda vimos um espetáculo tipicamente mexicano, a dança dos voadores. Originariamente era um ritual religioso, atualmente é um espetáculo para os turistas. São cinco homens que sobem em um poste de 30 metros e quatro deles descem fazendo uma espécie de dança circular enquanto o quinto fica no topo tocando flauta. Ao final, eles ainda dançam e cantam no solo e quando tudo termina aguardam as contribuições dos turistas.




Uma boa opção é unir o Museu de Antropologia com a visita ao Castelo de Chapultepec e uma boa volta no Bosque, que foi exatamente o que fizemos.